Dicas para montar uma empresa de guincho e reboque

O mercado de guincho e reboque tem chamado a atenção de muitos empreendedores que querem começar o próprio negócio. Com o aumento de veículos nas estradas, esse serviço se torna cada dia mais necessário e importante. Se você quer montar uma empresa para prestação de guincho e reboque ou se você é um empresário iniciante nesse segmento e quer formalizar a sua empresa, mas não faz ideia de por onde começar, não se preocupe! Saiba que você já está no caminho certo: pesquisando e estudando sobre o mercado.

A Infornet resolveu te ajudar nessa questão e preparou um material rico, com alguns passos importantes e principais a serem seguidos. Confira abaixo:

O que são empresas de prestação de guincho e reboque?

As empresas de guincho e reboque são aquelas que oferecem serviços de remoção de veículos com panes (seca, mecânica ou elétrica) das vias, levando o automóvel até o local de conserto ou até outro destino caso seja necessário. Segundo dados do IBGE, a frota de veículos brasileiros no ano de 2020 foi de quase cento e oito milhões (precisamente 107.948.371). Consequentemente, o número de veículos com pane nas estradas também acompanha esse crescimento. Por isso, o mercado de guincho tem se aquecido nos últimos anos e se tornado tão necessário.

Aqui no blog da Infornet já falamos um pouco sobre a profissão de um guincheiro e algumas informações úteis. Se você ainda não leu, clique aqui.

O que você deve saber sobre o mercado de guincho e reboque?

Aviso: Antes de conhecer este negócio, vale ressaltar que os tópicos a seguir não fazem parte de um Plano de Negócio e sim do perfil do ambiente no qual o empreendedor irá vislumbrar uma oportunidade de negócio como a descrita a seguir. O objetivo de todos os tópicos a seguir é desmistificar e dar uma visão geral de como um negócio se posiciona no mercado. Quais as variáveis que mais afetam este tipo de negócio? Como se comportam essas variáveis de mercado? Como levantar as informações necessárias para se tomar a iniciativa de empreender?

Como citamos no começo do artigo, o primeiro passo para entrar nesse segmento deve ser começar a estudar esse mercado para entender como tudo funciona. Faça estudos para conhecer o seu público-alvo, suas necessidades, as regiões de onde eles são, suas situações econômicas e todos os indicadores necessários. Outro fator crucial é pesquisar bastante sobre os seus fornecedores, sejam de equipamentos ou demais ferramentas que você irá precisar. Quando se trata do serviço de guincho, sabemos que os equipamentos devem ser de qualidade, portanto, faça uma pesquisa completa sobre os fornecedores para não ter problemas futuros.

É importante também estudar os seus concorrentes, entender quantas empresas existem na região que você pretende atuar, o que eles oferecem e o modo como trabalham, não com o propósito de copiar tudo o que fazem, mas de ter uma base para poder começar o seu trabalho. Ao estudar essas empresas concorrentes, você consegue identificar os pontos positivos e negativos delas, o que pode te ajudar a traçar estratégias para o seu próprio negócio.

Estudar todo o mercado é um processo demorado e que exige bastante atenção, mas é fundamental para que você comece o seu negócio da forma certa.

Qual deve ser o perfil do empreendedor para abrir um negócio de guincho e reboque?

Qualquer pessoa pode ter o desejo de abrir um negócio de guincho e reboque, mas para que esse negócio dê certo, o empreendedor deve ter algumas características e comportamentos que condizem com esse propósito. Confira:

  • Resiliência: primeiramente, qualquer empreendedor, independente do ramo, deve ser resiliente. Isso significa que ele deve ter a capacidade de se recobrar facilmente ou se adaptar à má sorte ou às mudanças. Alguns negócios não dão certo de primeira, podem haver erros e obstáculos nesse processo, então essa característica é indispensável. 
  • Proatividade: tomar a iniciativa é fundamental para que os empreendimentos deem certo. Pessoas proativas costumam ter uma boa visão de futuro, pois sabem analisar situações e prever problemas. Lembrando que tomar iniciativa não significa agir por impulso, mas sim identificar oportunidades e correr atrás da realização de seus objetivos.
  • Sabedoria: o conhecimento nunca deve ser demais para o empreendedor. Ele deve sempre estar buscando novas tendências do mercado, estudando as estratégias e posicionamentos dos seus concorrentes, o comportamento de seus clientes e tudo o que envolva o segmento. Além disso, deve ser sábio na hora de tomar decisões, para evitar erros e prejuízos.
  • Análise e observação: o empreendedor deve estar atento em tudo o que acontece ao seu redor, seja no mercado ou dentro de sua própria empresa. Dessa forma, ele não será pego desprevenido por crises e saberá traçar melhores estratégias e caminhos.
  • Liderança: saber liderar de forma firme e clara também é essencial. Ressaltando que firmeza se trata de ser consistente com suas ideias e metas, não ficar voltando atrás de suas palavras e posicionamentos, passando assim segurança e confiabilidade para as pessoas ao seu redor.
  • Comunicação: a comunicação é de extrema importância, para que o empreendedor consiga levar o negócio adiante. Ele precisará frequentemente estar em contato com funcionários, fornecedores e parceiros, logo, saber lidar com pessoas é fator primordial.

O que é o Plano de Negócios?

Após ter as informações do estudo de mercado, você conseguirá adaptar de acordo com os seus projetos e objetivos e começar a trabalhar então em seu Plano de Negócios

O Plano de Negócios é um documento no qual você faz um planejamento onde descreve o seu empreendimento. Ele não deve ser criado do “nada”, é necessário estudar e conhecer o seu segmento antes de começar a montá-lo. Nele você deve definir de forma clara e específica todo o embasamento do negócio que você quer iniciar, ou seja, os seus objetivos, todos os recursos que serão necessários para alcançá-los e detalhar como será sua forma de trabalho. É extremamente importante analisar e planejar qual será o capital inicial investido para começar a operar o serviço de guincho, qual será a missão do seu negócio, e principalmente, mostrar que esse negócio será viável.

Lembrando que as dicas deste artigo não substituem o Plano de Negócio. Para elaboração do plano, você pode consultar o SEBRAE mais próximo e solicitar apoio.

Quais são as obrigações legais, fiscais e tributárias para abrir uma empresa de serviço de guincho?

Antes de tirar qualquer planejamento do papel, você deve correr atrás de cumprir as obrigações legais, fiscais e tributárias para poder abrir sua empresa. Essas obrigações englobam criar alguns registros, realizar algumas contribuições e obter determinadas autorizações. Se você não entender muito sobre esse universo, é ideal contratar um consultor jurídico e contábil para auxiliá-lo nesse processo. Há várias leis que rodeiam a abertura de uma empresa, então é importante conhecê-las e começar seu negócio da maneira certa, para não haver dores de cabeça posteriormente.


Registros e procedimentos necessários:

  • Registro na Junta Comercial;
  • Registro na Secretaria da Receita Federal (CNPJ); 
  • Registro na Fazenda Estadual;
  • Registro na prefeitura municipal, para obter o alvará de funcionamento;
  • Cadastramento junto à Caixa Econômica Federal no sistema “Conectividade Social – INSS/FGTS”;
  • Registro no Corpo de Bombeiros Militar: órgão que verifica se a empresa atende as exigências mínimas de segurança e de proteção contra incêndio, para que seja concedido o “Habite -se” pela prefeitura;
  • Contribuição Sindical – A Lei 13.467, de 13 de julho de 2017, denominada Reforma Trabalhista, altera o art. 579 da CLT – Consolidação das Leis do Trabalho – e a contribuição sindical passa a ser facultativa a partir de janeiro de 2018. Isso vale tanto para sindicatos patronais quanto para os trabalhadores (funcionários).
  • O empreendedor deverá obter autorização e estar de acordo com as leis da ANTT- Agência Nacional de Transportes Terrestres – e DENATRAN – Departamento Nacional de Trânsito.


Escolhendo o regime da sua empresa:

Simples Nacional

As empresas que prestam serviço de guincho, entendido como atividade de serviço de guincho (reboque) de veículos, inclusive a assistência a veículos em estradas (segundo a CNAE/IBGE – Classificação Nacional de Atividades Econômicas 5229-0/02), podem optar pelo Simples Nacional – Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas ME (Microempresas) e EPP (Empresas de pequeno porte), instituído pela Lei Complementar no 123/2006. Para isso, é necessário que a receita bruta anual não ultrapasse a R$ 360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais) para microempresa e R$ 4.800.000,00 (quatro milhões e oitocentos mil reais) para empresa de pequeno porte, além de respeitar os demais requisitos previstos na Lei.

Tributos e contribuições do Simples Nacional

Por meio de apenas um documento fiscal – o DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional), que é gerado no Portal do Simples Nacional, o empreendedor poderá recolher nesse regime:

  • IRPJ: imposto de renda da pessoa jurídica;
  • CSLL: contribuição social sobre o lucro;
  • PIS: programa de integração social;
  • COFINS: contribuição para o financiamento da seguridade social;
  • ISSQN: imposto sobre serviços de qualquer natureza;
  • INSS: contribuição para a Seguridade Social relativa a parte patronal.


Para esse ramo de atividade, as alíquotas do Simples Nacional podem variar de 4,5% a 33%, dependendo da receita bruta recebida pelo negócio (segundo a Lei Complementar n° 123/2006). No caso de início de atividade no próprio ano-calendário da opção pelo Simples Nacional, para efeito de determinação da alíquota no primeiro mês de atividade, os valores de receita bruta acumulada devem ser proporcionais ao número de meses de atividade no período.

Se o estado em que o empreendedor estiver exercendo a atividade conceder benefícios tributários para o ICMS (desde que a atividade seja tributada por esse imposto), a alíquota poderá ser reduzida conforme o caso. Na esfera federal poderá ocorrer redução quando se tratar de PIS e/ou COFINS.


MEI (Microempreendedor Individual)

Caso a receita bruta anual não ultrapasse a R$ 81.000,00 (oitenta e um mil reais), o empreendedor, desde que não possua e não seja sócio de outra empresa, poderá́ optar pelo regime denominado de MEI. Para se enquadrar no MEI, o CNAE de sua atividade deve constar e ser tributado conforme a tabela da Resolução CGSN no 94/2011 – Anexo XIII.


Tributos e contribuições do MEI

Neste caso, os recolhimentos dos tributos e contribuições serão efetuados em valores fixos mensais conforme abaixo:

I) Sem empregado

  • 5% do salário mínimo vigente – a título de contribuição previdenciária do empreendedor;
  • R$ 1,00 de ICMS – Imposto Sobre Circulação de Mercadorias (para empresas de comércio e indústrias)
  • R$ 5,00 de ISS (para empresas de prestação de serviços)

II) Com um empregado

O MEI poderá ter um empregado, desde que o salario seja de um salário mínimo ou piso da categoria. O empreendedor recolherá mensalmente, além dos valores acima, os seguintes percentuais:

  • Retém do empregado 8% de INSS sobre a remuneração;
  • Desembolsa 3% de INSS patronal sobre a remuneração do empregado.


Havendo receita excedente ao limite permitido superior a 20% o MEI terá seu empreendimento incluído no sistema Simples Nacional. Para este segmento, tanto ME, EPP ou MEI, a opção pelo SIMPLES Nacional sempre será muito vantajosa sob o aspecto tributário, bem como nas facilidades de abertura do estabelecimento e para cumprimento das obrigações acessórias.

Fundamentos Legais: Leis Complementares 123/2006 (com as alterações das Leis Complementares nos 127/2007, 128/2008 e 139/2011) e Resolução CGSN – Comitê Gestor do Simples Nacional no 94/2011.

Onde e como estruturar a empresa?

Não é necessário que o ponto para a instalação de seu empreendimento de serviço de guincho seja em um local de fácil visualização, pois o serviço a ser prestado normalmente não será procurado na sede da empresa. No entanto, alguns pontos deverão ser observados na identificação do local da instalação da empresa, já que os veículos pertencentes à ela são de médio e grande porte.

Esses veículos demandam espaço para manobras, guarda em garagem, por isso faz-se necessário que a empresa seja fixada em uma área de fácil acesso de veículos de porte diferenciados e de preferência com pouco movimento. O ideal é que a localização se faça em regiões de indústria ou de oficinas mecânicas ou ainda de concessionárias de veículos.

De modo geral, a estrutura de uma empresa de serviço de guincho é bem simples e se compõe pelas áreas de atendimento ao cliente, área de estacionamento e manutenção de reboques e pequeno escritório para a administração.

O espaço de estacionamento deve ser bem estruturado, de preferência em forma de galpão, respeitando a facilidade de movimentação e manobras de veículos de grande porte. Ele também poderá ser utilizado para a guarda momentânea de veículos de clientes em dias não úteis até que o destino final de tais veículos seja definido.

A área física da empresa, como dito acima, poderá variar segundo a expectativa do empresário e o número de veículos que serão empregados na prestação de serviços de guinchos. Esse espaço deverá ser dotado de no mínimo 700m² de área, atentando que o pátio para manobras e guarda de tais veículos deverá ser bem espaçoso. Também é ideal que os ambientes da empresa sejam próximos, facilitando o contato entre a parte administrativa e a garagem dos veículos de guincho. 

Com quantos funcionários começar?

Para definir a quantidade ideal de funcionários nessa fase de abertura da empresa, deve-se levar em consideração o tamanho do empreendimento. Se considerarmos um serviço de guincho de pequeno porte, pode-se começar com quatro empregados, sendo:

– dois motoristas para operarem os veículos de guincho;
– um auxiliar de escritório para administração;
– um auxiliar de serviços gerais.

Para reduzir custos no início da operação, às vezes se torna necessário que o próprio empreendedor assuma vários desses papéis.

É importante que colaboradores tenham as seguintes competências, que devem ser consideradas no momento do processo seletivo e contratação:

Motorista: certamente é imprescindível que ele saiba operar os equipamentos e veículos da empresa, além de ter conhecimento básico sobre mecânica de automóveis, caso seja necessário reparar pequenas falhas. Outro fator essencial é que esse profissional deve saber lidar com situações de emergência, tentando sempre manter a calma e a postura profissional. Ele deve ainda ser educado e ter atenção com o cliente, saber se comunicar bem e ter boa percepção sobre espaço, localidades e endereços. Como esse profissional terá contato diretamente com o cliente, também é ideal que ele cuide da aparência pessoal.

Auxiliar de administração: além de conhecer muito bem o produto e a empresa, o auxiliar de administração deve ser bom ouvinte, organizado e ter habilidade para utilizar ferramentas da área de tecnologia da informação. Deve ter dinamismo, comunicação, empatia, percepção, flexibilidade e comprometimento.

Auxiliar de serviços gerais: deve ser uma pessoa comprometida com seu trabalho, organizada e responsável. Para essa função, pode ser contratada uma empresa terceirizada.

Para contratar colaboradores o empresário deverá considerar questões essenciais no atendimento aos clientes, tais como agilidade, presteza e capacidade de identificar as necessidades dos clientes. É importante também que esses funcionários tenham treinamentos constantes, para estarem sempre alinhados à postura da empresa.

O empreendedor deverá participar de seminários, congressos e cursos direcionados ao seu ramo de negócio, para manter-se atualizado e sintonizado com as tendências do setor. Deve-se estar atento para a Convenção Coletiva do Sindicato dos Guincheiros, utilizando-a como balizadora dos salários e orientadora das relações trabalhistas, evitando assim, consequências desagradáveis.

Quais são as máquinas e os equipamentos necessários em uma empresa de guincho e reboque?

Abaixo listamos alguns itens necessários para a sua empresa (valores médios aproximados):

Mobiliário para a área administrativa:

  • Um notebook – R$ 1.900,00;
  • Dois telefones – R$ 129,80;
  • Duas mesas – R$ 460,00
  • Duas cadeiras – R$ 204,00
  • Um armário para o escritório – R$ 380,00
  • Uma máquina ECF (Emissor de Cupom Fiscal) – R$ 1.250,00
  • Uma impressora – R$ 600,00

Total mobiliário: R$ 4.923,80


Máquinas e Equipamentos:

  • Dois guindastes de até 100 toneladas – R$ 3.800,00
  • Duas pranchas baixas – R$ 80.000,00
  • Dois carros hidráulicos com capacidade de carga de mais de 3 toneladas acima, com rodas de poliuretano duplas, cabo emborrachado – R$ 5.800,00
  • Dois macacos hidráulicos com capacidade superior a 10 toneladas e com comando à distância e manômetro – R$ 2.360,00
  • Duas talhas com capacidade a partir de 5 toneladas – R$ 1.400,00
  • Dois redutores hidráulicos – R$ 6.000,00
  • Duas alavancas com capacidade a partir de 1,6 toneladas – R$ 2.000,00
  • Duas cunhas com roldanas – R$ 1.900,00
  • Dois veículos adaptados para guincho de arrasto – R$ 130.000,00.

Total máquinas e equipamentos – R$ 233.260,00


Apresentam-se abaixo algumas espécies de guinchos:

Guincho elétrico: tem excelente desempenho, mas quando utilizado por muito tempo sem intervalo, apresenta alto consumo de energia das baterias e pode sofrer superaquecimento, sendo necessário interromper seu uso para resfriamento. A principal vantagem é que funciona com o motor parado.

Guincho mecânico: seu funcionamento é muito bom, mas para o perfeito funcionamento tem que adequar o câmbio do veículo para que aplique a saída de força. Esse tipo de guincho não funciona com o motor parado.

Guincho hidráulico: denota excelente desempenho, porém para a instalação é necessário que o veículo tenha uma bomba de direção hidráulica instalada. Comumente são utilizados em casos específicos quando não se tem outro guincho ou para puxar o veículo lateralmente, para trás ou em caso de capotamento para desvirá-lo. Vale salientar que este tipo de equipamento exige um grande esforço físico por parte da pessoa que vai operar.

Para ficar alinhado com os equipamentos do setor, é recomendado participar da Automec – Feira Internacional de Autopeças, Equipamentos e Serviços –  evento anual que acontece em São Paulo.

Informações importantes sobre o serviço de guincho e reboque

O serviço de guincho é oferecido ao cliente final em escala 24/7, ou seja, 24 horas por dia e 7 dias por semana. O negócio de serviço de guincho está relacionado à atendimento emergencial e auto socorro. A agitação e o frenesi das cidades, onde o tempo é consumido de forma intensa, permitiram o desenvolvimento de novos hábitos, onde a conveniência e comodidade passam a ter um valor significativo na rotina das pessoas. O automóvel passou então a representar o símbolo desse novo conceito de vida moderna, não apenas como meio de transporte, mas como símbolo dessa conveniência. Nesse horizonte insere-se o negócio de serviço de guincho.

Foi-se o tempo em que trafegar em rodovias rumo a qualquer parte representava um transtorno, principalmente se durante a viagem o carro apresentasse uma pane. Para contornar essa situação, foi criada uma prestação de serviços denominada serviço de guincho, que oferece a remoção de veículos com problemas mecânicos e elétricos até locais credenciados e eventuais atendimentos de pequenos reparos mecânicos.

O serviço de guincho oferece o atendimento emergencial a motoristas de veículos automotores com dificuldade de locomoção em razão de falhas, tais como: pane seca, mecânica, elétrica, reboque, transporte para ocupantes do veículo e guarda do veículo. Além da remoção do veículo da via, o profissional que presta serviço de guincho também pode realizar pequenos reparos, mas ele não deve ser confundido com um mecânico, ou seja, tal profissional tem a função de atender o usuário na sua dificuldade momentânea que é a de guinchar o veículo para um posto de apoio ou oficina mais próxima, segundo o interesse do proprietário do veículo socorrido.

Como gerenciar sua empresa de forma simples e automatizada?

Há no mercado uma boa oferta de sistemas para gerenciamento de pequenos negócios. Para uma produtividade adequada, devem ser adquiridos sistemas que integrem as compras, as vendas e o financeiro.

Os softwares possibilitam o cadastro de clientes e fornecedores, controle de estoque, serviço de mala-direta para clientes e potenciais clientes, cadastro de equipamentos, controle de contas a pagar e a receber, fornecedores, folha de pagamento, fluxo de caixa, fechamento de caixa, etc.

O ideal é procurar softwares de custo acessível e compatível com uma pequena empresa.

Um software que tem feito realmente a diferença nesse mercado é o WebPrestador, com foco na gestão de prestadores de serviços de guincho e reboque. Através do sistema, a empresa de guincho recebe acionamentos on-line, sem a necessidade de uma ligação. Esses atendimentos podem ser aceitos, recusados, ou até mesmo ser feita uma contraproposta para negociação do valor do serviço.

Além disso, a ferramenta tem diversas outras funções, como fechamento dos atendimentos, checklist eletrônico, emissão de cobranças, gerenciamento de usuários e comissões, além de emitir relatórios completos para que o empreendedor possa acompanhar a saúde do seu negócio.

Dessa forma, além de controlar os atendimentos, ele também consegue fazer uma gestão completa da empresa, de forma rápida e fácil. Para conhecer mais sobre o WebPrestador, clique aqui.

Quanto investir?

O conceito básico de investimento inicial se baseia no capital (dinheiro ou bens) disponibilizado para iniciar as atividades de uma empresa, até que ela ganhe maturidade e comece a se auto sustentar.

Para facilitar seu cálculo, esse investimento inicial pode ser dividido em 3 partes:

Investimento fixo: esse investimento está relacionado à infraestrutura da empresa. Dentro dele, são considerados os itens básicos para que o negócio comece a funcionar, como móveis, equipamentos e máquinas. Para calcular quanto será o investimento necessário, liste todos os itens básicos, as quantidades e pesquise uma estimativa de valor, assim como listamos no tópico “Máquinas e equipamentos”.

Investimento pré-operacional: diferentemente do investimento fixo, o pré-operacional não visa os itens, mas sim as ações necessárias para que a empresa funcione, como registro de marca, legalização do negócio, treinamentos de funcionários, implementação de projetos, ações de marketing e afins.

Capital de giro: é uma estimativa do valor necessário para que a empresa funcione mensalmente. Para chegar nesse valor, deve-se considerar as despesas fixas e variáveis do mês, como por exemplo, impostos, salário e comissões dos funcionários, contas como energia, água e internet, despesas com fornecedores, etc.

Após fazer o cálculo de todas essas partes, você terá um valor aproximado do seu investimento inicial necessário. Tenha também em mente que esse investimento não será apenas financeiro e de recursos, mas também de tempo e esforço.

Entenda mais sobre o Capital de giro

Como citamos no tópico anterior, para realizar o cálculo do capital de giro devemos considerar todos os custos fixos e variáveis do mês, e assim chegar ao valor necessário para o funcionamento da empresa. Esse cálculo é regulado pelos prazos praticados pela empresa, que são eles: prazos médios recebidos de fornecedores (PMF); prazos médios de estocagem (PME) e prazos médios concedidos a clientes (PMCC).

Se o prazo oferecido aos clientes for muito longo, assim como o prazo de estocagem, maior será a necessidade de capital de giro. Então o ideal é manter o estoque mínimo regulado e não extrapolar o prazo oferecido aos seus clientes.

Se o prazo médio recebido dos fornecedores de matéria-prima, mão-de-obra, aluguel, impostos e outros forem maiores que os prazos médios de estocagem somada ao prazo médio oferecido aos clientes para pagamento dos produtos, a necessidade de capital de giro será positiva, ou seja, é necessária a manutenção de dinheiro disponível para suportar as oscilações de caixa. Neste caso, um aumento de vendas implica também em um aumento de encaixe em capital de giro. Para tanto, o lucro apurado da empresa deve ser ao menos parcialmente reservado para complementar esta necessidade do caixa.

Se ocorrer o contrário, ou seja, os prazos recebidos dos fornecedores forem menores que os prazos médios de estocagem e os prazos oferecidos aos clientes para pagamento, a necessidade de capital de giro é negativa. Nessa situação, deve-se ficar atento para que não falte dinheiro no caixa, necessário para os pagamentos e dívidas. Um descontrole de caixa pode fazer com que a empresa tenha problemas futuros, que podem ocasionar até mesmo a falência da mesma.

Um fluxo de caixa com previsão de saldos futuros deve ser implantado na empresa para a gestão competente da necessidade de capital de giro. Só assim as variações nas vendas e nos prazos praticados no mercado poderão ser geridas com precisão.

Para uma empresa de serviço de guincho, é recomendado reservar em torno de 30% do total do investimento inicial para o capital de giro.

Custos: o que são e exemplos

São todos os gastos realizados na produção de um bem ou serviço e que serão incorporados posteriormente ao preço dos produtos ou serviços prestados, como: aluguel, água, luz, salários, honorários profissionais, despesas de vendas e insumos consumidos no processo de estoque e comercialização.

O cuidado na administração e redução de todos os custos envolvidos na compra, produção e venda de produtos ou serviços que compõem o negócio, indica que o empreendedor poderá ter sucesso ou insucesso, na medida em que encarar como ponto fundamental a redução de desperdícios, a compra pelo melhor preço e o controle de todas as despesas internas.

Quanto menores os custos, maior a chance de ganhar no resultado final do negócio.

Abaixo apresentamos uma estimativa de custos fixos mensais típicos de uma empresa de serviço de guincho:

  • Água, luz, telefone, internet – R$ 360,00;
  • Salários, comissões e encargos – R$ 8.175,00;
  • Taxas, contribuições e despesas afins – R$ 620,00;
  • Transporte – R$ 1200,00;
  • Refeições – R$ 1770,00;
  • Seguros – R$ 1550,00;
  • Assessoria contábil – R$ 500,00;
  • Segurança – R$ 400,00;
  • Limpeza, higiene e manutenção – R$ 420,00.

 

Fontes: Sindicato dos Comerciários do Estado do Espírito Santo. Cartilha da Convenção Coletiva de Trabalho 2009-2010 e Sindicato dos Guincheiros de São Paulo.

Como fazer a gestão de estoque?

O negócio de serviço de guincho geralmente não possui matéria prima, pois sabemos que o produto a ser oferecido é o próprio serviço de guincho. Então nesse caso, haverá gestão de estoque?

Bom, depende. Se sua empresa trabalhar apenas com o serviço propriamente dito, não haverá gestão de estoque. Mas caso você opte por oferecer demais benefícios além da prestação de serviços, a resposta é sim. Por exemplo, algumas empresas trabalham com venda de produtos adjacentes para os clientes, como produtos para automóveis ou itens personalizados. Nesse caso, é importante ter uma gestão de estoque.

O principal embasamento sobre estoque é a procura constante do equilíbrio entre a oferta e a demanda. Então falando de modo básico, em seu estoque não deve ter produtos a mais e nem a menos. Para fazer esse cálculo, é necessário levar em consideração alguns indicadores e adotar algumas práticas para uma boa gestão de estoque.

Administre seus custos e receitas: registre todos os custos que você tem ao adquirir os produtos e toda a receita que esses produtos irão gerar ao seu negócio. Dessa forma, você consegue identificar qual é o produto mais em conta, o que traz maior lucro, o que mais vende, etc. Assim você começa a definir um padrão para a aquisição desses produtos, em quanto tempo deve repor o estoque, quanto pode pagar por eles, etc.

Acompanhe suas vendas: monitore suas vendas e tente descobrir a frequência do seu giro de estoque. Leve em consideração que em épocas sazonais as vendas podem cair ou aumentar, e você deve ter o estoque preparado para isso. Em caso de queda de vendas, ter muitos produtos em estoque é ter dinheiro parado e às vezes sendo desvalorizado. Já em caso de aumento de vendas, não ter estoque suficiente significa perda de dinheiro, decorrente da perda de vendas por não ter produtos suficientes para atender a demanda dos seus clientes.

Mantenha seu inventário atualizado: inventário basicamente é realizar a contagem de quantos itens estão no estoque atualmente. Essa prática é extremamente importante para não ser pego de surpresa com furos no estoque, e também para você ter controle sobre a relação de quantos itens estão disponíveis e quantos geralmente são utilizados.

Deixe o estoque organizado: para facilitar esse controle de inventário, tenha o hábito de manter seu estoque sempre organizado. Assim agiliza até mesmo o processo de venda, ao não gastar tempo excessivo para preparar a entrega do produto solicitado pelo cliente. E dessa forma fica mais fácil perceber até “visualmente” se algum produto está faltando ou saindo do estoque mais rapidamente.

Como levar o serviço de guincho até o cliente?

Entende-se como canal de distribuição os meios para que os clientes cheguem até o seu negócio ou vice-versa. A forma que geralmente é mais utilizada para fazer isso acontecer é através do telefone, porém nos últimos anos foi possível notar também o grande crescimento da internet, se consolidando atualmente como um dos canais mais poderosos e eficazes.

Além de pensar em como fazer o serviço chegar até o cliente, o empresário também deve fechar parcerias com associações de proteção veicular ou seguradoras, para que comece a receber acionamentos. Geralmente, essa parceria funciona da seguinte forma: os atendentes dessas empresas recebem as solicitações de serviço, e então direcionam às empresas de guincho parceiras. Por isso é importante que o empreendedor saiba escolher bem suas parcerias.

Outra boa opção para empresas de guincho são as parcerias com locadoras. Quanto mais parceiros ele tiver, consequentemente mais acionamentos irá receber.

Como inovar e se destacar no mercado?

Muitos empreendedores acreditam que pelo fato da empresa ser uma prestadora de serviço de guincho, não tem como inovar esse processo ou ter um diferencial em vista de seus concorrentes, mas não é bem assim!

Mesmo que não dê para “fugir do óbvio”, você pode adotar ações e práticas que contribuam para um melhor atendimento, realizar pesquisas frequentes com os seus clientes para entender melhor suas necessidades e ficar mais próximo deles, ter mais presença nas redes sociais levando dicas e conteúdos relevantes aos seus seguidores, etc. São ações simples, mas que podem realmente transformar o seu negócio e agregar valor para seus clientes.

Sabemos que no momento em que o cliente solicita um guincho, há muito estresse envolvido, pois geralmente essas situações não são previstas. Então apenas pelo fato do guincho não se atrasar para chegar ao local do evento, o prestador ser educado e prestativo no momento do socorro, já são atitudes que ajudam a destacar seu negócio e oferecer mais confiabilidade. Como já citamos no tópico “Sistema para gestão”, essas ferramentas ajudam para que o processo de atendimento seja mais rápido e simples, acarretando um aumento na satisfação dos clientes.

Meios para divulgar a sua empresa

Já comentamos no tópico “Canais de distribuição e parcerias” que nos últimos anos, com o crescente acesso à internet, divulgar serviços e produtos no digital tem se tornado cada vez mais comum. Muitas empresas optam por criar um perfil nas redes sociais, para além de divulgarem seu trabalho, também ficarem mais próximas de seus clientes.

Outras formas de divulgação conhecidas para negócio de serviço de guincho são:

  • Plotagem de adesivos nos próprios caminhões da empresa;
  • Além das redes sociais, algumas empresas investem em criação de sites para serem localizados mais facilmente através de buscadores na internet, como o Google;
  • Entrega de cartões e panfletos em postos de combustível, lanchonetes e demais estabelecimentos nas regiões atendidas;
  • Anúncios em jornais locais;
  • Propaganda em rádio, sendo esta uma das formas mais eficientes, levando em consideração que grande parte dos motoristas dirigem com o rádio ligado;
  • Participações em eventos do setor.

 

É importante deixar claro que para de fato definir qual é o melhor meio de divulgação, você deve estudar e conhecer o comportamento dos seus clientes, a fim de traçar a melhor estratégia de marketing para o seu negócio.

O que são normas técnicas?

São documentos criados com o intuito de estabelecer regras a respeito de uma determinada atividade, fornecidos por uma organização reconhecida e podem ser elaborados pelo governo, institutos de pesquisa, universidades, fabricantes e até mesmo consumidores. A ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas é o único foro de normalização do país, portanto, todas as normas técnicas são publicadas por ela.

Confira abaixo quais são as normas técnicas que embasam o negócio de serviço de guincho:

1. Normas específicas para Serviço de Guincho:

ABNT NBR ISO 19472:2019 – Máquinas florestais – Guinchos – Dimensões, desempenho e segurança.

 

2. Normas aplicáveis na execução de Serviço de Guincho:

ABNT NBR 15842:2010 – Qualidade de serviço para pequeno comércio – Requisitos gerais
Esta norma estabelece os requisitos de qualidade para as atividades de venda e serviços adicionais nos estabelecimentos de pequeno comércio, que permitam satisfazer as expectativas do cliente.

ABNT NBR 12693:2021 – Sistemas de proteção por extintores de incêndio
Esta norma estabelece os requisitos exigíveis para projeto, seleção e instalação de extintores de incêndio portáteis e sobre rodas, em edificações e áreas de risco, para combate a princípio de incêndio.

ABNT NBR 5410:2004 Versão Corrigida: 2008 – Instalações elétricas de baixa tensão
Esta norma estabelece as condições a que devem satisfazer as instalações elétricas de baixa tensão, a fim de garantir a segurança de pessoas e animais, o funcionamento adequado da instalação e a conservação dos bens.

ABNT NBR ISO IEC 8995-1:2013 – Iluminação de ambientes de trabalho – Parte 1: Interior
Esta norma especifica os requisitos de iluminação para locais de trabalho internos e os requisitos para que as pessoas desempenhem tarefas visuais de maneira eficiente, com conforto e segurança durante todo o período de trabalho.

ABNT NBR 5419-1:2015 – Proteção contra descargas atmosféricas – Parte 1: Princípios gerais
Esta parte da ABNT NBR 5419 estabelece os requisitos para a determinação de proteção contra descargas atmosféricas.

ABNT NBR 5419-2:2015 Versão Corrigida: 2018 – Proteção contra descargas atmosféricas – Parte 2: Gerenciamento de risco
Esta parte da ABNT NBR 5419 estabelece os requisitos para análise de risco em uma estrutura devido às descargas atmosféricas para a terra.

ABNT NBR 5419-3:2015 Versão Corrigida: 2018 – Proteção contra descargas atmosféricas – Parte 3: Danos físicos a estruturas e perigos à vida
Esta parte da ABNT NBR 5419 estabelece os requisitos para proteção de uma estrutura contra danos físicos por meio de um SPDA – Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas – e para proteção de seres vivos contra lesões causadas pelas tensões de toque e passo nas vizinhanças de um SPDA.

ABNT NBR 5419-4:2015 Versão Corrigida: 2018 – Proteção contra descargas atmosféricas – Parte 4: Sistemas elétricos e eletrônicos internos na estrutura
Esta parte da ABNT NBR 5419 fornece informações para o projeto, instalação, inspeção, manutenção e ensaio de sistemas de proteção elétricos e eletrônicos (Medidas de Proteção contra Surtos – MPS) para reduzir o risco de danos permanentes internos à estrutura devido aos impulsos eletromagnéticos de descargas atmosféricas (LEMP).

ABNT NBR IEC 62642-1:2019 – Sistemas de alarme – Parte 1: Requisitos do sistema
Esta norma especifica os requisitos para os Sistemas de Alarme contra Intrusão e Roubo (I&HAS) instalados em edificações que utilizam interconexões de ligações específicas ou não específicas, ou interconexões sem fio.

ABNT NBR 5626:2020 Versão Corrigida: 2020 – Sistemas prediais de água fria e água quente – Projeto, execução, operação e manutenção
Esta norma especifica requisitos para projeto, execução, operação e manutenção de sistemas prediais de água fria e água quente.

ABNT NBR ISO 20345:2015 – Equipamento de proteção individual – Calçado de segurança.
Esta norma especifica requisitos básicos e adicionais (opcionais) para calçado de segurança utilizado para propósitos gerais. Inclui, por exemplo, riscos mecânicos, resistência ao escorregamento, riscos térmicos e comportamento ergonômico.

Onde tirar dúvidas e encontrar fornecedores?

Abaixo está uma relação dos principais órgãos para consulta caso tenha demais dúvidas na abertura do seu negócio:

DETRAN ESTADUAIS – Departamento Estadual de Trânsito: cada estado tem uma página específica, basta pesquisar no Google os termos “DETRAN + seu estado”;

DENATRAN – Departamento Nacional de Trânsito 

ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres

Fornecedores

Para contato de fornecedores de equipamentos, recomendamos que seja realizada uma consulta na internet, que indicará empresas mais próximas à sua localidade. Conseguir indicações com empresas parceiras também é uma forma de obter esses contatos.

Esses foram alguns tópicos importantes que listamos para que você consiga dar os primeiros passos para abrir ou formalizar o seu negócio de guincho e reboque. Para saber como obter resultados melhores nessa caminhada, converse com a Infornet e conheça o WebPrestador:

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Esperamos você! Até a próxima!

2 respostas

    1. Olá Jarbas, tudo bem? A Infornet não trabalha com assessoria, fizemos esse conteúdo com o intuito de ajudar prestadores com dicas sobre o segmento. Nosso foco é o desenvolvimento de sistemas para gestão, como no caso do WebPrestador para guincheiros. Acesse a página https://www.infornet.com.br/webprestador/ e conheça. Em caso de demais dúvidas, estamos à disposição! Att. Equipe Infornet

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